quarta-feira, 23 de maio de 2012

Há jogadores que deveriam ser eternos…


Ryan Giggs, Paul Scholes, Totti quem são?

Não passam com certeza de meros trintões quase quarentões, mas deveriam ser eternos para os campos de futebol.

Os que vibram futebol reconhecem estes nomes, habituados anos a fio a serem melodiados por diferentes vozes em cenários de múltiplas cores, com emoções diversas …

            ... com passes e assistências mirabolantes, cortes impensáveis no último microssegundo e golos de levantar qualquer estádio seja onde for, seja com quem esteja a observar;
   
            para uns seriam Deuses que desciam do Olimpo para deliciarem meros humanos, para outros autênticos demónios desbastando a equipa adversária com se Átila ressurgisse do inferno.




Francesco Totti


Totti o Imperador Romano


Totti, este rapaz que nasceu num bairro ao pé do Coliseu, não é o rei da arena, apesar de ter sido bem massacrado pelos adversários originando várias e graves lesões em quase todos os anos inclusive na formação. Mas levantou-se sempre tal como gladiador na arena como um Deus se tratasse, imparável pelos golpes dos adversários.

Mas não ele é mesmo romano, aliás ele é O Imperador Romano.



Armador de jogo, e frequentemente finalizador, pode jogar em diversas posições no ataque, mas é como "trequartista" atrás dos pontas ou, no limite, um «mezzapunta», como lhe chamam os italianos. Apresenta a sua extraordinária técnica com passes perfeitos para seus companheiros, ou com disparos potentes e precisos.
Totti jogou toda a sua carreira pela Roma, desde os 13 anos da qual também é capitão.

Retirei estas palavras de Luis Freitas Lobo que me parecem o espelho de Totti:

“Totti subverte todas as teorias sobre esquemas desenhados num papel. Para explicar como ele joga só com imagens reais. Para além disso, numa era em que a «globalização» devorou os símbolos de outras eras, ver a fidelidade que ele mantêm com o clube da sua vida, devolve o futebol às raízes emocionais, onde a ligação entre os adeptos e os jogadores personificava a alma de um clube”

… e acrescento, quando ocorre um improviso organizado, a essência da inspiração reside nos seus esquemas mentais empíricos e isso, não se ensina nem se treina, e o resultado é sobejamente superior. Deverias ser eterno Totti.




Paul Scholes


Paul Scholes mas que jogador é que este que se aposenta e é “forçado” a voltar a jogar por Sir Alex Ferguson? 
Parece conto de fadas com um “Príncipe Ruivo” (alcunha dos adeptos) no elenco, mas não, é apenas futebol!!!

Desde os 14 no Man United esteve nos anos de ouro da sua equipa. É um “monstro” do meio campo em todas as suas vertentes. Quando o vemos em campo, não conseguimos ver mais ninguém (redundante é certo)



É quase impossível vê-lo falhar um passe, com uma visão periférica como se de um camaleão se trata-se, parece ver jogadores, linhas de passe, golos como se fosse um Deus que não precisa de olhos para  ver. Bom chute de longe, arrancadas de meio campo para o ataque a fazer ruir o castelo defensivo adversário cria o pânico nunca se sabendo se chuta, se passa a rasgar ou assiste um colega para o golo.

Já agora não se esqueçam substitui Cantona, quando este teve uma diarreia cerebral típica, com brilhantismo. Não é fácil aguentar essa pressão. Tem de ser eterno.

Ryan Giggs


Ryan Giggs, quase 1000 jogos pela Man United impressionante!!! O jogador mais premiado da história do futebol inglês nunca foi considerado o melhor do mundo, mas deveria ter sido. Infelizmente nasceu galês

Profissional aos 17 anos (considerado na altura como melhor promessa desde George Best), caracterizou-se como um jogador explosivo, capaz de passar por qualquer “coisa” em qualquer situação, mantendo uma disciplina militar.

Inteligente como poucos, aliava a sua portentosa técnica tanto no drible como no passe o que o torna um dos eternos.