Nicolau Santos, no Expresso
segunda-feira, 28 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Há jogadores que deveriam ser eternos…
Ryan Giggs, Paul
Scholes, Totti quem são?
Não passam com
certeza de meros trintões quase quarentões, mas deveriam ser eternos para os
campos de futebol.
Os que vibram
futebol reconhecem estes nomes, habituados anos a fio a serem melodiados por
diferentes vozes em cenários de múltiplas cores, com emoções diversas …
... com passes e assistências mirabolantes, cortes impensáveis no último microssegundo e golos de levantar qualquer estádio seja onde for, seja com quem esteja a observar;
para uns seriam Deuses que desciam do Olimpo para deliciarem meros humanos,
para outros autênticos demónios desbastando a equipa adversária com se Átila ressurgisse
do inferno.
Francesco Totti
Totti o Imperador Romano
Totti, este rapaz
que nasceu num bairro ao pé do Coliseu, não é o rei da arena, apesar de ter
sido bem massacrado pelos adversários originando várias e graves lesões em quase
todos os anos inclusive na formação. Mas levantou-se sempre tal como gladiador
na arena como um Deus se tratasse, imparável pelos golpes dos adversários.
Mas não ele é
mesmo romano, aliás ele é O Imperador Romano.
Armador de jogo,
e frequentemente finalizador, pode jogar em diversas posições no ataque, mas é
como "trequartista" atrás dos pontas ou, no limite, um «mezzapunta»,
como lhe chamam os italianos. Apresenta a sua extraordinária técnica com passes
perfeitos para seus companheiros, ou com disparos potentes e precisos.
Totti jogou toda
a sua carreira pela Roma, desde os 13 anos da qual também é capitão.
Retirei estas palavras
de Luis Freitas Lobo que me parecem o espelho de Totti:
“Totti subverte
todas as teorias sobre esquemas desenhados num papel. Para explicar como ele
joga só com imagens reais. Para além disso, numa era em que a «globalização»
devorou os símbolos de outras eras, ver a fidelidade que ele mantêm com o clube
da sua vida, devolve o futebol às raízes emocionais, onde a ligação entre os
adeptos e os jogadores personificava a alma de um clube”
… e acrescento,
quando ocorre um improviso organizado, a essência da inspiração reside nos seus
esquemas mentais empíricos e isso, não se ensina nem se treina, e o resultado é
sobejamente superior. Deverias ser eterno Totti.
Paul Scholes
Paul Scholes mas
que jogador é que este que se aposenta e é “forçado” a voltar a jogar por Sir
Alex Ferguson?
Parece conto de fadas com um “Príncipe Ruivo” (alcunha dos
adeptos) no elenco, mas não, é apenas futebol!!!
É quase
impossível vê-lo falhar um passe, com uma visão periférica como se de um
camaleão se trata-se, parece ver jogadores, linhas de passe, golos como se fosse
um Deus que não precisa de olhos para
ver. Bom chute de longe, arrancadas de meio campo para o ataque a fazer
ruir o castelo defensivo adversário cria o pânico nunca se sabendo se chuta, se
passa a rasgar ou assiste um colega para o golo.
Já agora não se esqueçam
substitui Cantona, quando este teve uma diarreia cerebral típica, com
brilhantismo. Não é fácil aguentar essa pressão. Tem de ser eterno.
Ryan Giggs
Ryan Giggs, quase
1000 jogos pela Man United impressionante!!! O jogador mais premiado da
história do futebol inglês nunca foi considerado o melhor do mundo, mas deveria
ter sido. Infelizmente nasceu galês
Profissional aos
17 anos (considerado na altura como melhor promessa desde George Best), caracterizou-se
como um jogador explosivo, capaz de passar por qualquer “coisa” em qualquer
situação, mantendo uma disciplina militar.
Inteligente como poucos, aliava a
sua portentosa técnica tanto no drible como no passe o que o torna um dos
eternos.
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